Notas de Aula

A verdade e sua garantia

Buscando uma resposta a uma interessante indagação de um aluno:

“O que garante a existência da verdade?”

A dialética implica, nos seus traços mais próprios,  uma teoria coerentista da verdade e assume um pressuposto central do idealismo objetivo, a identidade estrutural entre ser e pensamento.

Neste contexto, a verdade aparece com uma dimensão epistêmica (aqui a dialética dialoga sem problema com uma teoria da verdade como “correspondência” ou “apresentação” dos fatos ou eventos) e uma dimensão ontológica (conformidade de um evento com o Conceito (Hegel) ou com a Ideia da Coerência).

Do ponto de vista epistêmico, a garantia é falível e negativa: pagamos o preço por supor verdadeiro o que não é verdadeiro (note que “pagar o preço” implica uma ontologia: não há epistemologia sem pressupostos ontológicos); mas há uma assimetria radical aqui: não “pagar o preço” de supor verdadeiro o que não é verdadeiro não significa ser verdadeiro o que se supõe verdadeiro.

Do ponto de vista ontológico, a “garantia”, por igual precária, é a suposta (olha o reverso agora, a dimensão epistêmica pressuposta pela ontologia: não há teoria do ser sem epistemologia) verdade da afirmação de que “toda perda de determinação da parte envolve transformação de determinação em um todo mais abrangente”, ou seja, supõe a eternidade do universo e a verdade da afirmação ex nihilo nihil fit.

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Fragmentos, Notas de Aula
As virtudes públicas em economia:
  • Poupança;
  • Moeda estável;
  • Impostos baixos.

↪ criação de riqueza

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Os vícios públicos:

  • Consumismo;
  • Moeda instável ou inflação;
  • Impostos excessivos.

↪ expropriação governamental e empobrecimento.

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Mas as virtudes são virtudes: custosas a curto prazo, compensadoras a médio e longo prazos; e os vícios… bem, os vícios são, como sabemos, o contrário.

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El Calafate

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